 |
Mestre
Leopoldina começou a aprender capoeira aos 18 anos, com o
Quinzinho, um jovem malandro carioca, valente, temido e respeitado
na região da Central do Brasil (RJ). Um ano depois, Quinzinho foi
preso e assassinado na prisão. Leopoldina sumiu por uns tempos, e
treinava sozinho, até que soube que Valdemar Santana, lutador
bastante conhecido na época, trouxera da Bahia um capoeirista de
nome Artur Emídio. Leopoldina foi apresentado a Artur, que o
convidou para jogar. "Fui lá, meio envergonhado, e fiz
aquilo que o finado Quinzinho tinha me ensinado. No começo a
coisa correu bem, mas aos poucos Artur começou a crescer, e era
pernada por tudo que era lado, e percebi que ele era mais fera
ainda que o Quinzinho". Foi assim que Leopoldina, aprendiz da
capoeira carioca, foi apresentado à capoeira baiana. Leopoldina
continuou aprendendo com Mestre Artur Emídio, e hoje é Mestre
consagrado, muito respeitado, tanto por seu jogo quanto pela
habilidade com o berimbau, e por suas composições, admiradas e
cantadas em todo o Brasil. É uma das maiores expressões da
capoeira antiga, cheia de malandragem e mandinga. É dono de uma
simpatia e um carisma enormes, e já cunhou frases pitorescas do
repertório da capoeira, como esta, que nos foi revelada uma vez
em Guaratinguetá: "a capoeira é a
maçonaria da malandragem!". Viaja muito para a Europa e EUA,
apresentando-se a convite dos mestres que ensinam no exterior. |